As ilhas mágicas
Alguns anos atrás, um estimada amiga me emprestou seu delicioso apartamento em Lisboa, por um mês inteiro, algo que eu chamei de férias, pois frilas nāo têm férias. E entre escorregōes nas ladeiras lisboetas, uma voltinha de bonde, um museu esquecido, fiquei mesmo no apartamento, que sendo térreo, tem jardim no fundo e piscina. Era setembro, o calor estava ainda pesado, e li e escrevi.
Mas, um detalhe, ela “emprestou” também a adega, liberada. Lotada de vinhos desconhecidos de produtores conhecidos (Niepoort, Sandra Tavares, Susana Esteban) e vinhos desconhecidos de produtores desconhecidos (Maçanita, que vim a saber sāo dois irmāos, António e Joaninha, e ainda nāo chegavam ao Brasil).
Pois foi nos Maçanitas que mergulhei, os do Douro, Alentejo e, a surpresa, os dos Açores, que sāo as ilhas do título. Conhecia os maravilhosos chás de solo vulcânico de lá, Goreana, mas nāo os vinhos. Os Maçanita parecem estar em todo Portugal, sāo tantos rótulos, com tantas castas, escrever sobre eles é um livro.
Como estou no esquenta para o bacalhau da semana santa, provei alguns: o Arinto dos Azores sur lie , o Maçanita Branco e o MAC Tinto, pq tem a polêmica de branco ou tinto ou branco com bacalhau, que discutirei em próxima hortaletter. Qual gostei mais? Impossível dizer, talvez no olho mecânico o Arinto Azores sur lie, talvez friso.





Adorei a história! Conheço o tal apartamento e a generosidade da dona ❤️
Que amiga maravilhosa!